I | LXXXVII SOFIA

POESIA RUI SOBRAL ILXXXVII sofia bielabielaó biela Share on facebook Share on twitter Share on linkedin Share on pinterest Share on pocket PARTILHAR

I | XCVI NOITES DE ALVORADA EM MIM

Vincent van Gogh – Cafe Terrace at Night (1888) POESIA RUI SOBRAL IXCVI noites de alvorada em mim nunca houve uma noite sequerem que nenhum medo me assaltassetodas foram alvorada dentro da minha paztodas nuas, malditas noites em mime resta-me a voz dos dias luminososque me abraçam inteiro e fazem correr vestido de esperançapelas beiras […]

I | LXXXIX ZÉ POETA AMIGO

Friends Under The Rain, Leonid Afremov POESIA RUI SOBRAL ILXXXIX zé poeta amigo o Zé é o meu grande amigo o poeta dos poetas mas não tendo umbigo de que serve o poeta se nem de umbigoestá vestido talvez o Zé o tenha e eu só precise de escrever direito este poema importa é o […]

I | XCIV PÁTRIA PAI

POESIA RUI SOBRAL IXCIV pátria pai o meu pai tem um quadro de uma fotografia dele quando tinha uns dezassete, dezoito anos e eu só penso escrever um livro sobre um assassino para fazer dessa fotografia a capa desse livro. o meu pai não é um assassino, é a minha pátria. Share on facebook Share […]

A PRIMAVERA QUE NOS SEPARA

Claude Monet, An Orchard in Spring, 1886 POESIA A PRIMAVERA QUE NOS SEPARA MIGUEL MESQUITA MONTES Os teus olhos serãoO melhor do próximo verão.É certo, mais virão,Mas, para mim, isso nem é questãoPois ainda é invernoE eu não tenho onde me aquecer…Onde estarais vós, olhos verdes,E quando me ides querer ver? Eu cá nasci do […]

IV | LXVI A BELA AOS OITENTA

POESIA RUI SOBRAL IVLXVI a Bela aos oitenta vazio olhar no espelho do hallrugas minhas; lá fora primaverana cozinha as luzes que a Belapintava quando nova sonhava;quando nova ainda sonhava comsonhos desconcretizadosvazio olhar o meu desde os trintapresságio bom em número para morrerporém vivi; morto vivo por aquicom memórias nunca minhasnostalgias de coisas cruasde coisas […]

NÃO É NADA QUE O TEMPO POSSA EMPURRAR

POESIA NÃO É NADA QUE O TEMPO POSSA EMPURRAR TIAGO MARCOS Não é nada que o tempo possa empurrarNão é nada que o mar possa levarE por mais que escaves a terraA impossibilidade permanece…Espera um poucoDeixa que te tente explicar,É uma espécie estranha de angústiaNão é a saudade dos poemas comunsNem a revolta contra a […]

III | XIX CARTA DE DESPEDIDA

Michaelangelo’s list detail POESIA RUI SOBRAL III XIX carta de despedida uma vida inteira em pontuações finais; ou talvez a minha carta de morte natural: abacaxi. melão. água. pão. chocapic. ice tea. batata frita. douradinhos. vinho. carregar telemóvel. Share on facebook Share on twitter Share on linkedin Share on pinterest Share on pocket PARTILHAR

QUANDO VOLTARES

Scotch, Rocks I, 2008, Julia Jacquette POESIA QUANDO VOLTARES ANTÓNIO FOJO quando voltares, não olhes de soslaio para mim.eu fiz da minha biologia uma tentativa,eu portei-me bem e a preceito.deixei feita a cama, enchi os vasos de água,calcei com amor as botas rasgadasque encontrei no meio da lama.eu cantei para Ti quando a raivaera por […]

POEMAS DA MINHA VIDA

Pintura de Aires dos Santos POEMAS poemas da minha vida MIGUEL MESQUITA MONTES I OS ROJÕES DA MINHA MÃE SÃO OS MELHORES rojões DO MUNDO Os rojões da minha mãe são os melhores rojões do mundo,Embora goste mais de os comer no restaurante.Cansado, chego a casa e brilha a lua:“Mãe, o que vamos jantar?”“Rojões, e […]

DILÚVIO

DILÚVIO, por Mariana Cordeiro

poesia dilúvio BRUNO FIDALGO DE SOUSA um dilúvio é a única catástrofeinconcebível pela atualidade. sabem-seser reais as ondas, o espreguiçar da Terra,mas ainda se duvida das nuvens. ainda se crêna metafísica, na fé, na tísica, no dormir de pé. ainda não se afinou a pontaria. há embarcaçõesque cheguem para suportar quem reste – quemsabe flutuar. […]