A PRIMAVERA QUE NOS SEPARA

POESIA A PRIMAVERA QUE NOS SEPARA MIGUEL MESQUITA MONTES Os teus olhos serãoO melhor do próximo verão.É certo, mais virão,Mas, para mim, isso nem é questãoPois ainda é invernoE eu não tenho onde me aquecer…Onde estarais vós, olhos verdes,E quando me ides querer ver? Eu cá nasci do castanhoE deixei que mos pintassem assim.Não pude […]

IV | LXVI A BELA AOS OITENTA

POESIA RUI SOBRAL IVLXVI a Bela aos oitenta vazio olhar no espelho do hallrugas minhas; lá fora primaverana cozinha as luzes que a Belapintava quando nova sonhava;quando nova ainda sonhava comsonhos desconcretizadosvazio olhar o meu desde os trintapresságio bom em número para morrerporém vivi; morto vivo por aquicom memórias nunca minhasnostalgias de coisas cruasde coisas […]

NÃO É NADA QUE O TEMPO POSSA EMPURRAR

POESIA NÃO É NADA QUE O TEMPO POSSA EMPURRAR TIAGO MARCOS Não é nada que o tempo possa empurrarNão é nada que o mar possa levarE por mais que escaves a terraA impossibilidade permanece…Espera um poucoDeixa que te tente explicar,É uma espécie estranha de angústiaNão é a saudade dos poemas comunsNem a revolta contra a […]

III | XIX CARTA DE DESPEDIDA

Michaelangelo’s list detail POESIA RUI SOBRAL III XIX carta de despedida uma vida inteira em pontuações finais; ou talvez a minha carta de morte natural: abacaxi. melão. água. pão. chocapic. ice tea. batata frita. douradinhos. vinho. carregar telemóvel. Share on facebook Share on twitter Share on linkedin Share on pinterest Share on pocket PARTILHAR

QUANDO VOLTARES

Scotch, Rocks I, 2008, Julia Jacquette POESIA QUANDO VOLTARES ANTÓNIO FOJO quando voltares, não olhes de soslaio para mim.eu fiz da minha biologia uma tentativa,eu portei-me bem e a preceito.deixei feita a cama, enchi os vasos de água,calcei com amor as botas rasgadasque encontrei no meio da lama.eu cantei para Ti quando a raivaera por […]

POEMAS DA MINHA VIDA

Pintura de Aires dos Santos POEMAS poemas da minha vida MIGUEL MESQUITA MONTES I OS ROJÕES DA MINHA MÃE SÃO OS MELHORES rojões DO MUNDO Os rojões da minha mãe são os melhores rojões do mundo,Embora goste mais de os comer no restaurante.Cansado, chego a casa e brilha a lua:“Mãe, o que vamos jantar?”“Rojões, e […]

DILÚVIO

DILÚVIO, por Mariana Cordeiro

poesia dilúvio BRUNO FIDALGO DE SOUSA um dilúvio é a única catástrofeinconcebível pela atualidade. sabem-seser reais as ondas, o espreguiçar da Terra,mas ainda se duvida das nuvens. ainda se crêna metafísica, na fé, na tísica, no dormir de pé. ainda não se afinou a pontaria. há embarcaçõesque cheguem para suportar quem reste – quemsabe flutuar. […]