Niemöller, Brecht, Eduardo: os versos antifascistas pelo mundo

ESPECIAIS Niemöller, Brecht, Eduardo: os versos antifascistas pelo mundo BRUNO FIDALGO DE SOUSA “Primeiro vieram pelos socialistas, e eu nada disse– eu não era socialista.Depois vieram pelos sindicalistas, e eu nada disse – eu não era sindicalista.Depois vieram pelos Judeus, e eu nada disse – eu não era Judeu.Depois vieram por mim – e ninguém […]

Manoel de Barros | Livro sobre Nada

CLUBE DOS POETAS MORTOS MANOEL DE BARROS A lista das suas obras é farta; as condecorações também (onde se incluem dois Prémios Jabuti), ainda que tenha demorado a chegar o reconhecimento da crítica e do público à poesia que o próprio define como parte da “vanguarda primitiva”. Manoel de Barros escrevia ser o poeta “fraco […]

Augusto dos Anjos | Vandalismo

CLUBE DOS POETAS MORTOS augusto dos anjos Quando, em 1912, publicou a sua antalogia de poemas Eu, a crítica não foi a melhor. É que Augusto dos Anjos prima pela singularidade da sua voz poética, unindo um vocabulário científico e racional ao simbolismo da data, dissecando temas como a morte, a angústia e a solidão, deixando nos […]

Cecília Meireles | Rua dos rostos perdidos

CLUBE DOS POETAS MORTOS CECÍLIA MEIRELES Nasce em 1901 e depressa se torna órfã. Criada pela avó, desde nova, como a própria disse, íntima da Morte, conhecedora das “relações entre o Efémero e o Eterno”, Cecília Meireles tomou os temas do abandono e da solidão na sua poesia e ainda hoje o seu lirismo é […]

EXERCÍCIO DE MORRER II

POESIA exercício de morrer ii LÍVIA PELLEGRINI Fazercontigo escansões no tempo Reconhecendo-teao transcorrer do rio instante por instante e sempre do cantochão às alturasa voz Inscrevendod e v a g a r i n h o nossa fatia de brisanossa cadência de amor. Share on facebook Share on twitter Share on linkedin Share on pinterest […]

CORO ATLÂNTICO

“Polar Woman ― The Memory of her Icy Love”, Kazuya Akimoto POESIA coro atlântico LÍVIA PELLEGRINI Minha terra tem encantosTantosque não há como contar Estão no canto que insistenas aves e as que aqui gorjeiamtransitam agitadas Trazem no cantouma dorde uma mensagem deslocada : óleo mortal éderramadonas águas férteisde Dona Janaínae espalha-se por toda a […]

JAZZ

Portrait of Germaine Nellens. René Magritte. 1962

POESIA JAZZ LÍVIA PELLEGRINI enquanto dançam em mim todas as vozes do dia a lua vai crescendo decidida a gaveta do criado está aberta o chá ferveu o bolo acabou na vitrola o mesmo disco há meses pela janela, a brisa fica refém do meu corpo presa fácil do amor espero sem expectativa aquela serenata. […]

TESOUROS

POESIA TESOUROS LÍVIA PELLEGRINI Das voltas que o mundo dáencontro em cheiocom o ponto de partida Entre sonhos, visitas eespelhosA notória presença da falta Não esqueçamos, prezados insurgentes!que o vazio é o que permiteo movimentodas partículas O que não pode faltarespecialmente pela manhã –é o café. Sem título, Pedro Santos Share on facebook Share on […]