MECÂNICA DO SONHO

Trepa a liana o simbólico detetive da imaginação.
Referência orgânica da língua, declaração de exílio, fonte abundante.
Descida à prisão. Identidade e interesse do pensamento.
Descoberta dos personagens: paradigma e destino.
Um poeta articula e reverte o mundo de casa aberta, viva canção.

(falsidade-embaraço, perfume-folclore, magia-projeção, poema-cheiro,
figura-mãe, memória-ferrugem)

Arrastamento, recorrência e inevitável esquecimento do declarado
interesse da escrita livre.

Natureza, alma, nome, sinal, cansaço, mulher, vingança (calma).

Do diálogo do namoro dispara a comovente dualidade, o triste
abraço, meia-hora de cama, granítica repetição e dor dormente.
(Contacto coordenado e devidamente contextualizado)

Aurora azulada na palma do tempo.

Do coração do livro só (poemário) brotam: risco, mar, azulejo e
gestação.

O banho realizou-se à hora marcada, seguido de passeio de
barco e manifestação de amor.

Qualidade do ir.

*poema retirado do livro Azul Instantâneo, edição de autor, 2019

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Pedro Vale

Pedro Vale

É professor de Português e Inglês. Azul Instantâneo é o seu primeiro livro.

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