ESTADO DE EMERGÊNCIA

fizeram soar o alarme sem
encerrar os despejos. pediram
contenção a 4000 pessoas sem
condição para isolamento social.
a 300 mil recibos verdes sem opção
de quarentena fiscal. restam
máscaras
que caem
enquanto sobem os preços,
marcas que lucram e os seus negócios ilesos,
ácaros que se acumulam, vírus incansáveis na
pandemia da disparidade.
milhões de trabalhadores
temem a precariedade.
o serviço nacional ainda vigora.
este estado
de emergência
não é de agora.

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Bruno Fidalgo de Sousa

Bruno Fidalgo de Sousa

Depois da dança, o lobo avança, encontra a curva.

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