Manuel Cintra | Prestes a Cair

Fotografia de Vitorino Coragem CLUBE DOS POETAS MORTOS MANUEL CINTRA Com uma vida dedicada às artes, à poesia (e à sua divulgação), ao teatro, à tradução, à música, à interpretação, Manuel Cintra nasce em Lisboa, em 1956. As suas palavras são íntegras, intensas, platónicas. Um poeta e, ainda além, artista, cuja obra se manterá refém […]

Herberto Hélder | Súmula

CLUBE DOS POETAS MORTOS HERBERTO HÉLDER Nasceu e partiu envolto no fumo cinza dos seus cigarros, Herberto Hélder, o da poesia misantropa e muitas vezes tão misteriosa quanto o seu ator, o dos “Passos Em Volta”, talvez a sua obra mais em voga, o autor que negou grande parte das entrevistas, das fotografias, até alguns […]

António Gedeão | Lágrima de preta

CLUBE DOS POETAS MORTOS ANTÓNIO GEDEÃO Nasceu e morreu Rómulo de Carvalho, mas é o nome António Gedeão que ressoa nos ouvidos do leitor, a imagética de uma “bola colorida entre as mãos de uma criança”, o seu musicado poema Pedra Filosofal, presente no seu primeiro livro de poesia, Movimento Perpétuo, publicado somente quando já […]

José Gomes Ferreira | Homens do futuro

CLUBE DOS POETAS MORTOS JOSÉ GOMES FERREIRA Foi um “poeta militante”, à poesia, à sua “teoria do grito poético”, ao poder mutante dos versos. Nasceu no Porto, mas cedo se mudou para Lisboa – onde veio a morrer. A sua vasta obra divide-se em crónicas, ficção, memórias, traduções, ensaios e literatura infantil (como as Aventuras […]

Alda Lara | Noite

CLUBE DOS POETAS MORTOS ALDA LARA A sua poesia é social e humanitária: do exílio à opressão, escreve sobre a mulher, o seu país e o término da colonização, sobre África, da “noite” ao “regresso”, sobre a solidão. Alda Lara, poeta portuguesa com origens angolanas, cursou e praticou Medicina, ao mesmo tempo que a sua […]

Fiama Hasse Pais Brandão | Os amigos que morrem

CLUBE DOS POETAS MORTOS FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO Poeta, dramatruga, ensaísta e tradutora, Fiama Hasse Pais Brandão ainda é um nome debilmente iluminado pelos holofotes da cultura portuguesa. A sua obra é vasta e referencialmente rica, harmoniosamente simbólica. Na prosa, destaca-se com Em cada pedra um voo imóvel; na poesia, faz parte da revista Poesia […]

Ary dos Santos | Epígrafe

CLUBE DOS POETAS MORTOS ARY DOS SANTOS Da sua caneta brindam-nos centenas de canções, da sua poesia fica marcada a contestação e intervenção ao  Estado Novo português; dos seus escritos saíram quatro canções vencedoras da Eurovisão e mais de 600 produções poéticas; da sua voz recordamos os discos “Ary por si próprio” ou “Cantigas de […]

Miguel Torga | Misere Nobis

CLUBE DOS POETAS MORTOS MIGUEL TORGA O nome Miguel Torga não é passível de irreconhecimento. Nascido em Vila Real Adolfo Correia da Rocha, só ao terceiro romance, A Terceira Voz, adotou o pseudónimo literário pelo qual hoje o conhecemos, em homenagem a Cervantes, Unamuno e à flor da montanha. Um dos mais influentes autores portugueses […]

Fernanda de Castro | Três Poemas da Solidão

CLUBE DOS POETAS MORTOS FERNANDA DE CASTRO Escreveu para teatro, poesia, na qual se estreou aos 19 anos, literatura infantil, romances, inclusive cinema e um livro de introdução à botânica, traduziu dezenas de importantes autores da literatura europeia e foi a primeira mulher a ser reconhecido com o prémio Ricardo Malheiros, tendo como galardão maior […]

António José Forte | O Poeta em Lisboa

CLUBE DOS POETAS MORTOS ANTÓNIO JOSÉ FORTE O “mano Forte”, como foi apelidado por Luiz Pacheco, é talvez um dos grandes últimos poetas do movimento surrealista da poesia portuguesa, cujos versos “nos ficam como se os houvéssemos descoberto num muro, numa parede que nos perturbou o caminho, porque fulgura neles a feroz exemplaridade dos desastres […]

Fernando Pessoa | Liberdade

CLUBE DOS POETAS MORTOS FERNANDO PESSOA Fernando Pessoa recusa apresentações. É indiscutivelmente  um dos mais reconhecidos poetas portugueses e da Língua Portuguesa, um escritor universal e intemporal. A sua obra divide-se em 72 heterónimos, semi-heterónimos e personalidades literárias, escrevendo inclusive em inglês – língua que adotou ao estudar em África do Sul – e deixou […]

Mário Cesariny | Pastelaria

Fotografia de Eduardo Tomé CLUBE DOS POETAS MORTOS MÁRIO CESARINY Diz-se ser ele o principal representante do surrealismo português. Poeta e pintor, dissidente e controverso, Mário Cesariny é uma figura incontornável da cena literária nacional – em Paris, a curta convivência com André Breton ajudou-o a clarificar o caminho do surreal e a afastar-se do […]

António Aleixo | Quadras Escolhidas

CLUBE DOS POETAS MORTOS ANTÓNIO ALEIXO Em nenhum poeta português se revê tão bem a poesia popular, dedilhada nas quadras características de António Aleixo. O poeta do povo, o “poeta-cauteleiro”, emigrante retornado, foi, segundo os seus contemporâneos, um homem simples, espontâneo, humilde, como concordam os seus versos (“Julgam-me mui sabedor/ E é tão grande o […]

Jorge de Lima | Poema à Pátria

CLUBE DOS POETAS MORTOS JORGE DE LIMA O “príncipe dos poetas”, como foi apelidado por um jornal da sua terra natal, foi um homem de vários ofícios. Além de médico, professor ou vereador, Jorge de Lima destacou-se nas artes plásticas e na literatura, estando a sua obra divida em estéticas distintas: o seu primeiro livro, […]

Manoel de Barros | Livro sobre Nada

CLUBE DOS POETAS MORTOS MANOEL DE BARROS A lista das suas obras é farta; as condecorações também (onde se incluem dois Prémios Jabuti), ainda que tenha demorado a chegar o reconhecimento da crítica e do público à poesia que o próprio define como parte da “vanguarda primitiva”. Manoel de Barros escrevia ser o poeta “fraco […]

Augusto dos Anjos | Vandalismo

CLUBE DOS POETAS MORTOS augusto dos anjos Quando, em 1912, publicou a sua antalogia de poemas Eu, a crítica não foi a melhor. É que Augusto dos Anjos prima pela singularidade da sua voz poética, unindo um vocabulário científico e racional ao simbolismo da data, dissecando temas como a morte, a angústia e a solidão, deixando nos […]

Cecília Meireles | Rua dos rostos perdidos

CLUBE DOS POETAS MORTOS CECÍLIA MEIRELES Nasce em 1901 e depressa se torna órfã. Criada pela avó, desde nova, como a própria disse, íntima da Morte, conhecedora das “relações entre o Efémero e o Eterno”, Cecília Meireles tomou os temas do abandono e da solidão na sua poesia e ainda hoje o seu lirismo é […]

José Bento | Os poemas que escrevas

CLUBE DOS POETAS MORTOS josé bento Um dos maiores tradutores de literatura e poesia em língua espanhola em Portugal, ele próprio um poeta recatado, José Bento faleceu a 26 de outubro de 2019, em Lisboa. As suas traduções de obras de autores como Federico Garcia Lopes, Jorge Luis Borges, Pablo Neruda, Ortega y Gasset ou […]

Manuel António Pina | COMO SE DESENHA UMA CASA

CLUBE DOS POETAS MORTOS MANUEL ANTÓNIO PINA Escreveu poesia, literatura infanto-juvenil, ensaios, novelas, textos dramáticos; deixou-nos obras como Histórias com Pés e Cabeça, Aquele Que Quer Morrer, Um Sítio Onde Pousar a Cabeça ou Como se Desenha uma Casa, onde o poema escolhido para representar a sua efeméride está publicado. Manuel António Pina foi um […]

João Cabral de Melo e Neto | FÁBULA DE UM ARQUITETO

CLUBE DOS POETAS MORTOS joão cabral de melo e neto Na efeméride de hoje, celebram-se os vinte anos da morte de João Cabral de Melo e Neto, o primeiro poeta brasileiro a receber o Prémio Camões, reconhecido como um dos poetas da Geração de 45, navegante do modernismo brasileiro. Os seus versos destacam-se pela estética […]